História

História do Movimento dos Focolares


assista: http://www.youtube.com/watch?v=gPRkTpv3IxE





A entrevistada do programa Questão de Fé de hoje é Serenella Silvi. Ela faz parte do Centro Internacional do Movimento dos Focolares, em Roma, e esteve no início de abril em Belém para visitar a comunidade do Movimento na Amazônia.

http://www.youtube.com/watch?v=66SjQB9DWNc



Chiara e o Movimento Focolares






Vídeo: Quem somos 








Espiritualidade da unidade
fonte: http://www.focolare.org/pt/chiara-lubich/spiritualita-dellunita/


A espiritualidade expressa por Chiara Lubich foi definida como “coletiva”, ou melhor, “comunitária”, em vista da unidade, do “que todos sejam um” (Jo 17,21). Ela se articula em doze pontos fundamentais, ligados um ao outro:
  1. Deus Amor
  2. A Vontade de Deus
  3. A Palavra
  4. O irmão
  5. O amor recíproco
  6. Jesus Eucaristia
  7. A Unidade
  8. Jesus abandonado
  9. Maria
  10. A Igreja
  11. O Espírito Santo
  12. Jesus no meio
Para Chiara, cada ponto da espiritualidade da unidade nunca é a simples formulação de um projeto amadurecido em sua mente, uma reflexão ou um princípio de teologia espiritual. É, acima de tudo, uma espiritualidade que exige adesão imediata, decidida e concreta, algo que suscita a vida. Na história da Igreja, de seus indivíduos, de seus santos e comunidades, uma característica foi sempre constante: é a pessoa, individualmente, que se dirige a Deus. Também é assim na espiritualidade da unidade, no sentido de que a experiência que o indivíduo faz com Deus e em Deus é única e não se pode repetir. Todavia, a espiritualidade trazida pelo carisma da unidade, confiado pelo Espírito Santo a Chiara, acentua, ao lado desta indispensável experiência espiritual pessoal, a dimensão comunitária da vida cristã. Não é absolutamente uma novidade, pois o Evangelho é eminentemente comunitário. No passado houve experiências que sublinharam o aspecto coletivo da peregrinação para Deus, especialmente as espiritualidades nascidas dos que colocavam o amor como base da vida espiritual. É suficiente citar o exemplo de São Basílio e suas comunidades. Chiara Lubich traz a “sua” espiritualidade, com um modo original e comunitário de ir a Deus: ser uma só coisa em Cristo, segundo as palavras do Evangelho de João: “Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, estejam também eles em nós” (Jo 17,21). Em Chiara, isso se torna um estilo de vida. Uma “espiritualidade comunitária” havia sido preconizada por teólogos contemporâneos e é mencionada pelo Concílio Vaticano II. Karl Rahner, por exemplo, falando da espiritualidade da Igreja do futuro, a via “comunhão fraterna na qual seja possível fazer a mesma basilar experiência do Espírito”. Da mesma forma com o Vaticano II ao orientar a sua atenção sobre a Igreja como corpo de Cristo e povo reunido no vínculo do amor da Trindade. Se Santa Teresa d’Ávila, doutora da Igreja, falava de um “castelo interior”, a espiritualidade da unidade contribui para edificar um “castelo exterior”, no qual Cristo esteja presente e ilumina todas as suas partes.




O Movimento Focolares no Brasil


Em 1956, pela primeira vez um brasileiro teve contato com a espiritualidade da unidade, na Itália: o Pe. João Batista Zattera, do Rio Grande do Sul. Em 1958, outros dois sacerdotes de Recife participaram, sempre na Itália, de um Congresso anual do Movimento, denominado Mariápolis. Após esse contato, um focolarino e duas focolarinas fizeram uma viagem ao Brasil, começando por Recife, onde surgiu a primeira comunidade. Marco Tecilla, Lia Brunet e Ada Ungaro percorreram vários Estados do Brasil e alguns países da América Latina, plantando a  semente e preparando o terreno para a chegada do focolare. Eles comunicam sua experiência em escolas, universidades, paróquias, associações, hospitais e famílias. Depois de um mês, prosseguem a viagem: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e ainda Uruguai, Argentina e Chile. Na volta para a Itália, o avião faz um pouso de emergência em Recife por causa de uma pane séria, permanecendo ali por quatro dias. O tempo foi aproveitado pelos três para fazer uma infinidade de encontros e contatos. Nasce assim a comunidade do Movimento no Nordeste brasileiro. Em 1959, em resposta a uma carta de Dom José Avelino Dantas, então arcebispo de Olinda e Recife, Chiara Lubich concorda com a abertura dos dois primeiros centros do Movimento fora da Europa. Em 26 de novembro de 1959 partem para Recife quatro focolarinas (Ginetta Calliari, Fiore Ungaro, Marisa Cerini e Violetta Sartori) e quatro focolarinos (Marco Tecilla, Enzo Morandi Rino Chiapperin e Gianni Buselatto). Rapidamente o Movimento se espalha pelos Estados do Nordeste e sucessivamente por todo o país. São muitas as obras sociais que brotam dessa vida enraizada no Evangelho como resposta a um dos maiores desafios brasileiros: a desigualdade social. Em 1962 é aberto o focolare em São Paulo e têm início as atividades da Editora Cidade Nova e da Revista Cidade Nova. Surgem outros focolares: Belém, em 1965; Porto Alegre, em 1973; Brasília, em 1978. Hoje existem centros em quase todas as 27 capitais do país. Em 1965 nasce, perto de Recife, a primeira Mariápolis permanente, localidade de testemunho do Movimento, com o nome de Santa Maria. A de São Paulo – Araceli, hoje Mariápolis Ginetta, começa dois anos depois. Seguem-se as de Belém – Mariápolis Glória, e de Porto Alegre – Mariápolis Arnold, de cunho ecumênico. A mais recente da região de Brasília – Mariápolis Maria, Mãe da Luz. Hoje o Movimento está presente em todos os Estados brasileiros, conta com cerca de 280 mil pessoas que aderem à sua espiritualidade em mais de 500 cidades, com 55 centros de difusão.


Chiara Lubich no Brasil


Chiara Lubich sempre mostrou um grande amor pelo Brasil e pela sua gente, “um povo que se assemelha muito àquele que escutava Jesus: magnífico, magnânimo, bom, pobre, que doa tudo: corações e bens”. Sua primeira visita ocorreu em 1961, em Recife. Outras viagens se realizaram em 1964, 1965 e 1966. Chiara volta finalmente em 1991: impressionada pelos graves problemas sociais, lança as bases de uma proposta inovadora para o pensamento e a práxis econômica: a Economia de Comunhão na Liberdade (EdC). A sua raiz está na prática da comunhão de bens que caracterizou o Movimento dos Focolares desde a sua gênese. Esta comunhão gera uma nova mentalidade, uma nova cultura: a “cultura da partilha”.
Neste projeto se articulam princípios sociais e econômicos nunca antes justapostos: economia, solidariedade e liberdade, capazes de influir na solução dos graves desequilíbrios econômicos mundiais. O lucro das empresas que aderem à EdC é dividido em três partes: uma para o reinvestimento na própria empresa; outra para os mais necessitados e outra parte para a formação de “homens novos”: pessoas com uma mentalidade aberta à cultura da partilha.
Mais de 800 empresas e atividades produtivas, no mundo inteiro, aderiram à EdC – cerca de cem encontram-se no Brasil.
Em 1998 Chiara vem de novo ao Brasil e inaugura o Polo Spartaco, primeiro conjunto empresarial da EdC no mundo, localizado no município de Cotia (SP), a 4 km da Mariápolis Ginetta (Grande São Paulo). Nos anos seguintes foram implantados no Brasil outros dois pólos empresariais da EdC: em Igarassu (PE) e em Benevides (PA).
Ainda em 1998, Chiara é agraciada com diversas condecorações públicas e títulos honoris causa universitários. Naquele ano recebeu a comenda da Ordem do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração concedida pelo presidente do Brasil a cidadãos estrangeiros.

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