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Empresas aderem à proposta lançada por Chiara Lubich no Brasil

Renata Vasconcelos
Canção Nova Notícias, SP  - arquivo: Quarta-feira, 04 de novembro de 2009, 19h57

Nesta semana, o Canção Nova Notícias está exibindo uma série especial sobre a "Economia de Comunhão". Na reportagem desta quarta-feira, 4, entenda mais sobre este projeto, lançado no Brasil pela fundadora do movimento dos Focolares, Chiara Lubich,  e conheça quem aceitou colocar em prática o novo conceito econômico no Brasil.


Chiara Lubich lançou o desafio da "Economia de Comunhão" no Brasil, em 1991, no Centro Mariápolis, em São Paulo. A repercussão foi imediata. Vários empresários se sentiram impelidos a abraçar esta nova proposta desafiadora.
A Economia de Comunhão propõe uma participação ativa das empresas na ajuda aos menos favorecidos da seguinte maneira: a tripartição do lucro, ou seja, o lucro da empresa teria três destinos, um para investimento na própria empresa, outro para escolas que formem jovens com o ideal de fraternidade e o terceiro para os menos favorecidos.

Esta proposta se baseia no princípio da "caridade na liberdade", isto é, o proprietário é quem decide o valor e a periodicidade da doação, já que o intuito maior é semear a co-responsabilidade com o bem estar do outro, mudando completamente a concepção de empresa porque, desta forma, o objetivo principal da empresa não vai ser mais o lucro por si só, mas tê-lo para dividir.

Foi o que aconteceu na escola de Vargem Grande Paulista. A diretora Ana Maria Corrêa estava no momento em que Chiara lançou a Economia de Comunhão no Brasil. Ela se uniu a nove pessoas e, em dois anos, fundaram uma escola particular que tem 22% de bolsistas e a educação é diferenciada. 

Hoje, 745 empresas no Brasil vivem a Economia de Comunhão. Chiara Lubich recebeu inúmeros doutorados honoris causa e outros prêmios por causa da proposta. A idéia também entrou no meio acadêmico e foi assunto de teses e dissertações. Em algumas universidades, se tornou disciplina acadêmica. Para ganhar maior visibilidade, empresas se uniram em pólos e, como Chiara queria, eles precisariam estar sempre perto de centros permanentes do movimento, chamados "Mariápolis".

Assim, atualmente, existem pólos empresariais na Argentina, Itália, Croácia e Bélgica. No Brasil, país pioneiro, existem três: o pólo Gineta, em Recife (PE), Fraçoar Never, em Belém (PA) e o pólo Spartaco. Este último fica em Cotia, a 50 km de São Paulo, com área total de 50 mil m².

Todas as empresas ligadas a esse pólo implantaram a proposta da Economia de Comunhão. E para promover a integração entre os funcionários das organizações, foi criada uma associação que, além de outras atribuições, também oferece ao funcionário um microcrédito especial.

Assista à primeira reportagem da série

.: Saiba o que o Papa diz e como nasceu essa proposta
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A Carteira de Identidade da EdC

Escrito por Antonella Ferrucci
Favelas_San_Paolo_011. A Economia de Comunhão (EdC) é um movimento que envolve empresários, empresas, associações, instituições econômicas, mas também trabalhadores, gestores, consumidores, poupadores, pesquisadores, operadores econômicos, pobres, cidadãos, famílias. Foi fundada por Chiara Lubich em maio de 1991 em São Paulo, no Brasil. O seu objetivo é, à luz do Carisma da Unidade, contribuir ao nascimento de empresas fraternas que tem a missão de erradicar a miséria e a injustiça social, para contribuir a edificar um sistema econômico e uma sociedade humana de comunhão na qual, à imitação da primeira comunidade de Jerusalém, “não havia necessitados entre eles” (At. 4,32-34).

2. A EdC é uma realidade una e mundial, coordenada por  uma Comissão Central e por Comissões Locais, ligadas à Comissão Central sob a base do princípio de subsidiariedade.
3. Quem adere à EdC, seja qual for o nível de adesão, empenha-se em viver à luz do carisma da unidade, os valores e a cultura da comunhão, seja individualmente, seja nas organizações nas quais trabalha, e a tornar-se seu animador e promotor. Compromete-se particularmente, com as idéias e com a ação, para que a cultura da comunhão, do dar e da reciprocidade modele e penetre sempre mais no mundo da economia em todos os níveis.
4. A espinha dorsal da EdC é representada pelas empresas ou organizações produtivas de várias formas jurídicas, também aquelas sem fins lucrativos (non-profit, empresas sociais e civis, cooperativas, associações...) que decidem adotar na própria prática a cultura e os valores da EdC.
5. As empresas EdC comprometem-se a gerar novas riquezas e a criar novos postos de trabalho/gerar emprego, com criatividade e inovação e, portanto, a partilhar os lucros para as finalidades do Projeto EdC, também além do âmbito das suas partes interessadas (stakeholders). 
6. Baseada na inspiração originária, a EdC dá origem a Polos Produtivos situadosPolo_Spartacoprincipalmente nas cidadezinhas/cidadelas do Movimento dos Focolares, do qual são parte integrante. Os polos, sinais de testemunho e concretização do projeto, são um componente essencial da EdC e tornam o projeto completo numa certa região e/ou país.
7. O pedido de adesão à EdC da parte dos indivíduos e/ou das instituições deve ser direcionado à comissão local, que o aceita desde que cumpra os seguintes requisitos:
  • (a) um sério compromisso da parte do (s) empresário (s) a iniciar um caminho de comunhão com a comissão local e com todo o movimento EdC local e internacional, não somente de forma pessoal mas como expressão da comunidade empresarial;
  • (b) a partilha dos objetivos do projeto e das finalidades do carisma da Unidade do qual a EdC é expressão;
  • (c) a abertura a destinar os lucros empresariais, quando esses existirem, conforme os três objetivos do projeto, que são: 1) ajuda concreta aos pobres, 2) a formação de “homens novos”, 3) o desenvolvimento da empresa e/ou distribuídos aos sócios;
  • (d) inspirar a própria governança empresarial à fraternidade, conforme o documento “linhas para a gestão de uma empresa EdC”;
  • (e) conceber e viver o relacionamento com as pessoas em situação de pobreza sob um plano de substancial dignidade, respeito, igualdade, reciprocidade e de comunhão;
  • (f) conceber a própria empresa e/ou atividade como um lugar e um instrumento para reduzir a pobreza, a miséria e a injustiça, seja no próprio contexto local seja a nível global.
Riunione_in_Azienda_rid8. A EdC faz nascer também um movimento de pensamento e de idéias, num diálogo autêntico com a cultura contemporânea e com a economia civil, solidária e social a nível local e internacional.
9. A EdC coopera com as várias iniciativas das Igrejas, das diversas religiões e das sociedades civis e políticas, das quais sente-se expressão vital e instrumento de unidade.


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10. A EdC contribui ao “que todos sejam um” (Jo 17,21).



Empresas brasileiras dão exemplo de economia baseada na comunhão

Nicole Melhado
Enviada especial a São Paulo


Dalla Strada
Baseada nos princípios de Economia de Comunhão, a empresa Dalla Strada emprega jovens em situação de risco
Rompendo paradigmas, empresas brasileiras são exemplos de uma nova forma de economia baseada na comunhão, repartindo seus lucros em três partes: uma é destinada aos jovens, a segunda à formação de homens novos e, por fim, outra parte é destinada ao desenvolvimento da própria empresa.

A chamada Economia de Comunhão (EdC) foi uma inspiração da fundadora do Movimento dos FocolaresChiara Lubich, em sua visita ao Brasil em 1991. Hoje, tal modelo de economia é implantado em empresas de outros 39 países.

Mais de 1650 empresários e estudiosos vindos de 37 países estiveram presentes na Jornada Internacional de Economia de Comunhão, realizada no memorial da América Latina em São Paulo, neste domingo, 29. A Jornada fez uma síntese desses 20 anos de EdC e lançou uma perspectiva para os próximos anos.

“A disparidade entre ricos e pobres é a pior chaga social do Brasil”, disse Chiara Lubich em 1991, ao instituir a EdC. Para ela, a distribuição harmoniosa de renda é o melhor caminho para o desenvolvimento da sociedade.

Segundo a fundadora do Movimento dos Focolares, deveriam surgir empresas administradas por pessoas competentes que colaborassem para o bem comum. Atendendo a esse pedido, empresários como Armando Tortelli dedicaram seus esforços para a constituição dessa realidade.

“No mundo empresarial, parecia-me incompatível colocar em prática esses valores éticos e morais do cristianismo. Quando Chiara veio ao Brasil em 1991,  foi como se ela nos dissesse que Economia de Comunhão nada mais é que viver o amor na atividade econômica, buscar diariamente aquela luz, algo em que você pode e deve acreditar, pois é verdadeiro. Acreditar que você pode sim produzir riquezas colocando o homem no centro das atividades, sendo amor para com todos e em cada ação que se desenvolve”, esclarece Tortelli.

O empresário explica que a partilha do lucro é feita na liberdade, de acordo com as necessidades e características da própria empresa. Em sua particular experiência, ele estipula por ano uma meta que deve ser alcançada para que a empresa possa ajudar os pobres.

“Independentemente de ter esse dinheiro em caixa ou não, nós buscamos atingir essa meta, pois como dizia Ginetta Calliari [cofundadora do Movimento dos Focolares, que o trouxe ao Brasil], os pobres não podem esperar”, conta o empresário.

Longe de acreditar na perfeição do sistema estipulado para sua empresa, Tortelli explica que o empresário de EdC deve buscar sempre um equilíbrio, deve estar desapegado na sua  pessoa física quanto ao lucro da empresa.  “Por lei, o empresário pode retirar do lucro uma parte já tributada e ser remunerado pelo capital que investiu. Procuramos viver dignamente, mas não ter esse acúmulo na pessoa física”, destaca.

Ecológica e socialmente sustentável
Mais que uma empresa socialmente sustentável, a empresária Eunice de Lima buscava algo mais. Já na formação da empresa queria ter presente aqueles que desejava atender: os pobres.

A empresária trouxe para São Paulo a ideia de um padre de Recife, que ensinava jovens em situação de risco a confeccionar bolsas feitas com lonas de caminhão.

“Tanto os jovens quanto o material usado nas bolsas são recuperados 'da rua'. Quando vi essa experiência, vi que era algo pelo que valia a pena dar a minha vida e ali investi minhas economias”, conta.

Dalla Strada, nome italiano que significa "vindo da rua", emprega 10 jovens, provas vivas de amor e superação. No centro das atividades da empresa está o ser humano, por isso o empreendimento preocupa-se com cada um. Nas reuniões, Eunice explica que é feita sempre a 'hora da verdade', onde se ressalta o que há de bom em cada um e o que é preciso melhorar.

A iniciativa é uma das empresas de Economia de Comunhão localizada no Pólo Industrial Spartaco. No Brasil, existem ainda dois pólos: o Pólo Ginetta, no município de Igarassu, em Pernambuco (PE), e o Pólo Industrial Phillip Naveaux, próximo à cidade de Belém (PA), no município de Benevi.

Veja mais na reportagem de Fernanda Postigo




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Economia de Comunhão é tema de Jornada em SP

Economia de Comunhão é tema de Jornada em SP 
Tags: EdC Economia de Comunhão Movimento dos focolares Chiara Lubich São Paulo Economia pobreza empresários CN Notícias videos tvcancaonova noticias cancaonova Canção Nova
Descrição: Em São Paulo, uma Jornada internacional reúne cerca de 1800 pessoas que discutem caminhos alternativos para a superação da pobreza e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Veja na reportagem de Fernanda Postigo e Adalberto Rocha.


Congresso - 20 anos da Economia de Comunhão no Brasil
23-30 de maio 2011, viagem ao Brasil - Congresso dos 20 Anos da Economia de Comunhão no Brasil. : Viagem de Annamaria Sanità e Domenico Mancinelli à Mariápolis Ginetta para o 20º aniversário da EdC. Naqueles dias se construiu uma relação profunda com todos os delegados da Obra no Brasil e com os nossos de HN presentes.




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